Bater com o nariz na porta

Parece que o Clube Militar de Macau decidiu mudar de política e cumprir os seus estatutos à risca, no que diz respeito ao acesso de visitantes. Foi um dos primeiros locais que frequentei à chegada (acompanhada por sócios) e, embora nunca me tenha tornado sócia, fui sempre por lá passando, com alguma frequência, ao longo dos já alguns anos em Macau (acompanhada por sócios ou não).

Foi pois com espanto que ontem vi barrada a entrada no Clube, ao final da tarde (hora morta no recinto), por uma expedita funcionária que deve conhecer todos os sócios pelo rosto e nome, pois mal entrei mandou-me dar meia volta. A mim e a quem me acompanhava (uma circunstância profissional, por sinal), e que me explicou mais tarde já lhe ter acontecido o mesmo, numa situação ainda mais embaraçosa.

Percebendo que os clubes têm o direito de reservarem a admissão a quem entenderem, não consigo deixar de ficar surpreendida com esta política de afastamento de residentes (e de turistas, presumo) de um edifício de interesse arquitectónico classificado, por uma instituição que visa estatutariamente a divulgação e o fomento da cultura e das tradições portuguesas. Pelos vistos, num circuito muito fechado.

Isabel Castro

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